domingo, 12 de junho de 2016

HISTÓRIA | 7 fatos sobre Anne Frank e seu diário


No dia 12 de junho de 1942, ao completar 13 anos, Anne Frank ganhou de aniversário um diário que entraria para a História.

O diário de Anne Frank está entre um dos mais importantes e famosos registros da humanidade. A jovem menina que se escondeu da polícia nazista escreveu um diário registrando seu dia a dia na clandestinidade. Confira sete fatos interessantes sobre a vida de Anne Frank destacados por Zoe Waxman, pesquisador sênior de Hebraico e Estudos Judaicos do Centro de Oxford,

1 – O diário mais famoso da História 

O diário de Anne Frank, originalmente escrito em holandês e publicado em 1947, teve uma tiragem inicial de 1500 exemplares, mas desde então se tornou um fenômeno. Foi traduzido para mais de 60 línguas incluindo persa, cingalês e esperanto. Em 2009, foi adicionado à Unesco Memory of the World Register. 

A casa de Anne Frank em Amsterdã – esconderijo de Anne durante a Segunda Guerra Mundial – é o local mais visitado da Holanda. Anne tem página oficial no Facebook e crianças do mundo todo escrevem cartas para ela como se fosse sua amiga. Ela mantem-se eternamente como uma criança. 

2 – A garota por trás do diário 

Anneliese Marie Frank nasceu em Frankfurt-am-Main, Alemanha, em 12 de junho de 1929. Hoje, há uma placa comemorativa na casa onde ela nasceu. Anne foi a segunda e mais nova filha de uma família judia. Sua irmã, Margot Betti Frank, que era três anos mais velha que Anne, também escreveu um diário – mas ele nunca foi encontrado. Margot era a irmã mais estudiosa; Anne, era inteligente, mas distraia-se conversando com seus amigos durante as aulas.


Após a ascensão de Hitler ao poder em 1933, a família de Anne decidiu fugir para Amsterdã para fugir da escalada anti-semita na Alemanha. Agora voltemos ao diário: Anne escolheu o diário – um caderno quadriculado vermelho e branco – como um presente do seu 13º aniversário. Este aniversário, numa sexta-feira, 12 de junho de 1942, foi o último antes da família se esconder. Para celebrar o aniversário, a mãe de Anne fez biscoitos para compartilhar com amigos na escola. Anne teve uma festa com uma torta de morango e com uma salada decorada com flores. 

3 – Escondendo 

Anne, sua irmã Margot, sua mãe Edith e seus pai Otto passaram a se esconder no dia 6 de julho de 1942, deixando para trás o gato de Anne chamado Moortje. Eles logo foram acompanhados por quatro outro judeus, incluindo Peter, rapaz por quem Anne caia de amores. Anne passou um total de dois anos e 35 dias na clandestinidade. Durante esse tempo, ela estava incapaz de ver o céu, não podia sentir a chuva ou o sol, andar na grama, ou mesmo à pé por qualquer período. Anne ficou focada lendo e estudando livros sobre a história e literatura europeia. Ela também cuidava da sua aparência: ondulando seu cabelo e cuidando das unhas. Ela fez uma lista de produtos de higiene pessoal que um dia sonhou em comprar, incluindo: “batom, lápis de sobrancelha, sais de banho, pó de banho, água de colônia, sabonete e esponja de pós” (quarta-feira, 07 de outubro de 1942). 

4 - Sonhos para o futuro 

Enquanto se escondia, Anne esperava que um dia seria capaz de voltar para a escola e sonhou passar um ano em Paris e outro ano em Londres. Ela queria estudar história da arte e tornar-se fluente em diferentes idiomas ao ver “belos vestidos” e “fazer todo tipo de coisas interessantes”. No final, ela queria tornar-se “uma jornalista, e mais tarde uma famosa escritora” (quinta-feira, 11 de maio de 1944). 

5 – Reescrito 

Em 28 de março de 1944, Anne e sua família ouviam uma transmissão clandestina de um programa da BBC transmitida pela Radio Oranje (a voz do líder holandês no exílio). Gerrit Bolkestein, ministro holandês da educação, arte e ciência, que foi exiliado em Londres, afirmou que após a guerra, ele desejava recolher testemunhos do povo holandês sob a ocupação alemã. Anne imediatamente começou a reescrever e editar seu diário com vista a ima futura publicação. Ela fez isso enquanto mantinha originais do seu diário, mais privado.

Diário de Anne Frank

6 – O fracasso da libertação

Ao ouvir diariamente as transmissões da Radio Oranje e da BBC, o pai de Anne, Otto Frank, foi capaz de acompanhar o progresso das forças aliadas. Ele tinha um pequeno mapa da Normandia que ele marcou com pequenos pinos vermelhos. Na terça-feira, 06 de junho de 1944, Anne animadamente escreveu: “este é realmente o início da libertação há muito esperada?”. Tragicamente, não era para ser. Dois meses após o desembarque aliada na Normandia, a polícia descobriu o esconderijo dos Franks. 

7 – Captura 

Em 4 de agosto de 1944, três dias depois do último registro no diário, a Gestapo prende Anne, sua família e as outras pessoas que estavam escondidas. Eles foram traídos por uma denúncia anônima que havia relatado a presença clandestina as autoridades alemãs. Anne foi enviada primeiramente para Westerbok, um campo de trânsito na Holanda, antes de ser deportada para Auschwitz-Birkenau.

Mais pessoas foram assassinadas em Auschwitz do que em qualquer outro campo – pelo menos 1,1 milhões de homens, mulheres e crianças morreram lá, 90% eram judeus. Anne e sua irmã, Margot, sobreviveram a Auschwitz apenas para serem enviadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen. Lá as duas meninas morreram de tifo, pouco antes do campo ser libertado pelo exército britânico em 15 de abril de 1945. A data exata da morte é desconhecida. Margot tinha 19 anos e Anne tinha apenas 15 anos.

Este texto foi traduzido e adaptado do original 7 facts about Anne Frank and her diary publicado no site History Extra.

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