terça-feira, 27 de outubro de 2015

Revolução Industrial | As máquinas que fizeram a revolução


Da força das mãos e dos braços à força das máquinas.


Um elemento primordial relacionado a Revolução Industrial e o emprego das máquinas na produção. O século 18 termina de uma forma bem diferente do qual havia começado, as máquinas tornaram-se soberanas.

No início do século 18, grande parte da população inglesa estava concentrada em atividades agropecuárias. O crescimento do comércio do algodão levou os burgueses a começarem a utilizar inovações técnicas em suas manufaturas colocando a indústria têxtil no pioneirismo da Revolução Industrial.

O caminho dos meios de produção que culminou com a mecanização do processo elevando a quantidade de mercadorias começou com o modo artesanal ou caseiro.

Nesse processo que se desenvolveu no século 15, os artesãos eram donos dos instrumentos e participavam de todas as fases de produção que dependia da habilidade humana empregada, porém esse processo não garantia uma grande produção.

Iron and Coal (1855-60) por William Bell Scott

Ainda no século 15, surgia a manufatura, onde homens de negócio passaram a reunir os artesãos em grandes galpões controlando melhor a forma de produção.  Na manufatura, a produção era dividia em etapas diferentes realizada por um trabalhador que tinha o auxílio de algumas ferramentas e máquinas simples. Nesse processo, o artesão deixa de ser dono dos meios de produção e do local e passou a trocar sua força de trabalho por um salário. O trabalhador também deixou de atuar em todas as fases da produção.

Na segunda metade do século 18, a manufatura foi substituída pela maquinofatura com o advento da Revolução Industrial.


As máquinas movidas a vapor aumentaram a velocidade da produção e a função do trabalhador era alimentar a máquina, controlar e cuidar do seu funcionamento. Na maquinofatura, a produção dependia da tecnologia cuja eficiência era medida pela quantidade que produzia e o quanto economizava na produção. A noção de “tempo é dinheiro” simboliza o que se esperava da indústria mecânica: menor tempo de produção, barateamento do custo e maior venda.

As máquinas que fizeram a revolução foram sendo desenvolvidas entre o final do século 18 e o início do 19.

Em 1735, John Kay criou a lançadeira volante que permitia a fabricação de tecidos largos. 

Em 1764, James Hargreaves criou a “spinning Jenny”, uma roca manual de vários fios que permitia que uma pessoa realizasse o trabalho de oito trabalhadores.

Spinning jenny

Em 1769, James Watt desenvolveu um equipamento que utilizava o vapor da água para gerar energia capaz de fazer funcionar as máquinas. Com a invenção da máquina a vapor, o processo de substituição da mão-de-obra humana pela força mecanizada tornou-se irreversível. 

Motor a vapor de James Watt

Nos anos seguintes, a invenção de Watt foi passando por diversos aperfeiçoamentos:

Em 1758, Edmund Cartwright criou o tear mecânico que possibilitou a mecanização da tecelagem. O motor a vapor passou a ser usado na industrial têxtil.

Tear mecânico

Em 1807 é criado o navio a vapor. Essa invenção é atribuída a Robert Fulton, apesar das experiências já realizadas anteriormente.

Navio a vapor

Em 1814 é criada a primeira locomotiva a vapor. A invenção é de George Stephenson. A primeira locomotiva funcionou na Inglaterra em 1825.

A primeira locomotiva de Stephenson

Todas as mudanças provenientes dessas inovações tecnológicas ficaram conhecidas como Revolução Industrial. Transformações que não alteraram apenas o método de produção, mas também as relações humanas em diversas partes do mundo.

FONTE:

Seriacopi, Gislane Campos Azevedo. História: volume único. 1. ed. São Paulo: Ática, 2005.

Apolinário, Maria Raquel. Projeto Araribá: História/ensino fundamental (6º ano). 2 ed. São Paulo: Moderna, 2007.

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