domingo, 27 de fevereiro de 2011

Cruzada


Ridley Scott é um diretor que gosta de ver a história no cinema. Antes de se aventurar sobre a época dos cavaleiros das cruzadas ele já havia nos levado à Roma dos gladiadores. O filme Cruzada nos apresenta uma versão dos acontecimentos entre a segunda e a terceira cruzada, mostrando o equilíbrio de forças entre o rei de Jerusalém, Balduíno IV, e o sultão Saladino. Misturando personagens reais e ficcionais, Ridley Scott constrói um grande épico sobre as cruzadas jamais visto no cinema.

As cruzadas foram expedições militares onde sua origem e motivos são interessantes de colocarmos aqui.

Quando em 1095, o papa Urbano II, no Concílio de Clermont, convoca os cristãos para combater os infiéis na Terra Santa, o santo padre, em parte, atendia ao pedido do imperador bizantino Aleixo Comneno que sentia-se ameaçado com a expansão turca. Essa expansão também ameaçava a segurança dos fiéis que peregrinavam rumo a Terra Santa. Dessa forma Urbano II convoca uma ofensiva contra o Islã, onde os cavaleiros assumiam o papel de serem grandes heróis da Cristandade. Em troca desse sacrifício era oferecido o perdão de todos os pecados para aqueles que partissem rumo a Jerusalém. É esse sentimento de redenção que Ridley Scott dá ao seu filme.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei


Cinebiografias são sempre complicadas. Para alguns estudiosos esse tipo de filme mitifica a vida daquele que é retratado, distorcendo ou omitindo fatos. O caso mais recente trata-se do filme O Discurso do Rei que conta a história da amizade entre o rei George VI (Colin Firth) e seu terapeuta Lionel Logue (Geoffrey Rush) num momento muito crucial para a Inglaterra: a Segunda Guerra Mundial. Alguns críticos apontam que o filme de Tom Hooper omite fatos que diz respeito a George VI, que este era simpatizante do nazismo ou até mesmo anti-semita.

Albert Frederick Arthur George tornou-se George VI quando seu irmão, Eduardo VIII, renunciou ao trono inglês para viver junto com a norte-americana Wallis Simpson. George VI então viu-se responsável por conduzir a Inglaterra contra a Alemanha de Hitler na Segunda Guerra Mundial. O filme de Tom Hooper concentra-se na dificuldade que o rei tinha para falar em público, pois era gago. Junto ao seu terapauta Lionel Logue, o rei procura superar seu problema afim de mantar a moral dos seus súditos através da oratória.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Múmia


Folheando um livro didático destinado ao 6º ano do ensino fundamental uma coisa me chamou a atenção, na unidade referente às civilizações da África e do Oriente as ilustrações usadas na apresentação do conteúdo eram imagens de filmes. No caso do Egito Antigo a imagem utilizada era do filme O Retorno da Múmia (2001). As imagens eram usadas em tom desafiador. O texto referente a essas imagens questionava o aluno se ele sabia de quais filmes as imagens se relacionavam. A dica para relacionar a imagem do filme O Retorno da Múmia ao Egito Antigo era a seguinte: "Um se passa em um país conhecido por construções como pirâmides e esfinge".

Refletindo sobre a situação exposta acima é incrível percebemos o quanto pouco sabemos sobre as antigas civilizações da África e do Oriente, pelo menos no que tange ao conteúdo exposto nos currículos escolares. Acabamos criando um imaginário apartir de algo bem elementar que nos é sugestionado como as pirâmides por exemplo, sendo que a pirâmide não uma caracteristica excusiva do Antigo Egito. É perceptível que na disciplina História o destaque maior fica para o mundo greco-romano. Dessa forma dificilmente podemos ter um olhar mais crítico quando algo relacionado ao Egito Antigo, por exemplo, nos é exposto para discernirmos entre o fato e a ficção. A não ser quando estudamos por contra própria ou nos especializamos.