terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Nova Onda do Imperador


Esta animação dos estúdios Disney dirigida por Mark Dindal trata-se de uma "comédia extravagante" que conta a história do egocêntrico imperador Kuzco que transformado em lhama por sua conselheira Yzma, esta que ambiciona governar o império, tenta voltar ao normal com a ajuda do camponês Pacha. O filme tem como contexto uma das grandes civilizações pré-colombianas, os Incas, que em seu momento áureo ocupou mais de 1 milhão de quilômetros quadrados englobando áreas que hoje pertencem ao Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Chile e Argentina.

No filme A Nova Onda do Imperador podemos destacar a figura do imperador Kuzco - que tem o seu nome inspirado na cidade de Cuzco, centro político, religioso e cultural do império Inca - um líder egocêntrico e mimado que deseja apenas satisfazer os seus interesses, no filme seu objetivo é construir um parque aquático chamado Kuscotopia no local onde vive Pacha. Kusco nos faz lembrar de líderes absolutistas que no consenso geral governam sozinhos sem a ajuda de nínguem.

domingo, 22 de agosto de 2010

Superman IV: Em Busca da Paz


Quando percebemos o filme como fonte histórica isso significa dizer que ele funciona com um reflexo da sociedade que o produziu, onde podemos analisar que o filme além de ser entretenimento é também uma fonte de conhecimento e discusão. O filme não precisa necessariamente abordar em seu conteúdo, de forma direta, a História para ser considerado "histórico", todo filme é histórico, pois é um elemento produzido pelo homem. Nesse sentido a analise do filme Superman IV: Em Busca da Paz nos mostra muito de uma época em que ele foi produzido e de que modo a sociedade reflete os acontecimentos de sua época.

O FILME
Superman IV: Em Busca da Paz foi lançado em 1987, nos anos finais da Guerra Fria, é destaca um assunto polêmico para a época: o desarmamento nuclear. A história do filme roteirizada por Lawrence Konner e Mark Rosenthal, teve colaboração do ator Christopher Reeve. "Para mim, é o filme mais pessoal de toda a série", disse Reeve. O ator procurou situar o super-herói no contexto da época: "o tema reflete diretamente aquilo que esperamos do Superman, o que ele deveria ser o que ele deveria fazer".

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!" 50 anos de Nouvelle Vague


"New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!", anuncia a jovem e bela Patrica ao andar pelas ruas da Paris em mais um dia de trabalho. Assim começa uma das cenas mais famosas do primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard, "Acossado" (À Bout de Souffle, 1960), que contava ainda com a ilustre colaboração de François Truffaut e Claude Chabrol na produção. Há cinqüenta anos, aquela cena, entretanto, interpretada pela atriz Jean Seberg, anunciava muito mais do que uma passagem inesquecível do cinema francês do pós-guerra. A cena era um prenúncio de uma onda, de um maremoto, de um verdadeiro tsunami na maneira de se pensar e de se fazer cinema. Essa onda transformadora varreu o mundo nos anos 1960, ficou conhecida na França como Nouvelle Vague (“Nova Onda”) e fez a diferença na maneira de se ver um filme, mesmo que você não se dê conta disso ao entrar hoje em uma sala de cinema.

O termo "Nouvelle Vague" foi cunhado pela jornalista Françoise Giroud,em 1958, na revista francesa “L'Express” ao fazer referência aos novos cineastas franceses que despontavam no cenário nacional. Esses novos cineastas destacavam-se pela juventude e, sobretudo, pela experimentação cinematográfica. Compartilhavam também a idéia de que a supremacia de um bom argumento, de uma boa direção, empenhada em romper com antigos dogmas do cinema, poderia sobrepor-se a dificuldade orçamentária e ao moralismo então dominante. Mas havia ainda mais um elemento em comum entre esses novos cineastas: quase todos eram críticos de cinema em diversas publicações especializadas, sendo os “Cahiers Du Cinéma” a mais importante de todas, fundada pelo crítico André Bazin e até hoje uma das revistas sobre cinema mais respeitadas do mundo.  

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma Noite em 67


O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil.
Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta.

FONTE: Café História.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Rei Arthur


Refilmar ou adaptar tem sido a moda no cinema e nesta lógica nem os mitos escapam. O que pode exemplificar o que estou falando é o filme Rei Arthur (2004) de Antoine Fuqua que procura dismistifcar a lenda do rei Arthur explorando as raízes historicas do personagem. O filme torna-se um exemplo de como o cinema e História se relacionam de maneiras diversas, onde podemos perceber como o cinema tem se tornado uma ferramenta para a divulgação da História, tanto para o bem quanto para o mal.

Como apresentar ao público hoje histórias que todos já conhecem? Mel Gibsom em A Paixão de Cristo procurou explorar o impacto das imagens para contar a história do martírio de Cristo, em Rei Arthur o diretor Antoine Fuqua e o produtor Jerry Bruckheimer resolveram também "inovar".