terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A Lenda de Beowulf

A animação A Lenda de Beowulf, de Robert Zemeckis, possui alguns pontos muito interessantes para criar um debate dentro da sala de aula a respeito da mitologia e das relações entre os povos do norte da Europa. Essa discussão é muito proveitosa, pois foca o olhar do aluno para outros pontos que não são abordados pelos conteudos escolares que centralizam sua atenção ao mundo antigo greco-romano.

A Lenda de Beowulf é um primor na técnica de animação. Com a captura das imagens dos atores através do computador, o filme mostra os personagens com os rostos de atores conhecidos de Hollywood como Anthony Hopkins, John Malkovich e Angelina Jolie. Robert Zemeckis já havia utilizado essa técnica no filme Expresso Polar (2004) onde Tom Hanks interpreta vários personagens.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cinema e produção historiográfica

No campo do estudo histórico, historiografia trata-se, de forma bem direta, da escrita da história, ou seja, equivale aos escritos dos historiadores a cerca de um conteúdo histórico específico; e geralmente quando falamos de produção histórica a ideia que vem a nossa cabeça são os livros.

De fato o suporte dominante de se apresentar os resultados de uma pesquisa histórica são através de livros, artigos ou em revistas especializadas, resumindo, a escrita histórica, literalmente, resume-se a escrita. O que é lógico pensar quando analisamos a palavra "historiografia", mas será que temos que nos manter presos a semântica?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford

Imortalizado por diversos filmes do gênero western, Jesse James tornou-se um mito enquanto ainda viveu. Foi um dos maiores criminosos da América em seu tempo e também conhecido como Robin Hood pelo público, pois, segundo diziam, passou a assaltar bancos e distribuía parte entre os pobres.

O filme O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford narra os últimos dias da vida de Jesse James e a sua relação com Robert Ford: uma amizade que virou rivalidade. Um filme bastante contemplativo, diferente da maioria dos filmes do gênero, mostra a vida do bando dos irmãos James assim como o modo de vida dos Estados Unidos dos anos 1880.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Guerra dos Mundos (1953 e 2005)


UMA QUESTÃO DE IDENTIDADE
Existe uma velha fórmula nos filmes de Hollywood a qual diz que um filme para poder obter sucesso, o público precisa se identificar com ele. De fato, vários filmes tiveram seus enredos mudados para que o seu público alvo pudesse "apreciá-lo" melhor. Veja por exemplo o filme Constantine (2005), onde o personagem título que é britânico nos quadrinhos, teve sua nacionalidade mudada para norte-americano, ou seja, para funcionar dentro do mercado americano. Mas além de uma mudança de paisagem ou de personagem, muitas vezes a mudança é feita na época em que ocorre a trama. Essas mudanças são feitas para que o público possa compartilhar/se identificar com as aflições dos personagens e acredito também para que os realizdores do filme possam inserir sua percepção da realidade em que vivem. Estamos falando aqui do campo da identidade. Será que Constantine seria menos aceito se o personagem fosse britânico? Talvez os realizadores do filme achem isso. Será que eu nunca apreciaria um filme iraniano ou chinês por não me

sábado, 6 de novembro de 2010

Casablanca


Indiscutivelmente Casablanca (1942) é um dos maiores clássicos da história do cinema e até hoje é um filme que arrebata uma multidão de fãs. Mas além de uma excelente história de amor, Casablanca nos permite viajar no tempo e experimentar os conflitos e as tensões da Segunda Guerra Mundial. O filme apresenta pontos pouco explorados na sala de aula que falaremos abaixo.

Em relação a história do cinema, Casablanca é de um período bem promissor. A década de 40 nos proporcionou filmes como O Mágico de Oz, Cidadão Kane e o Tesouro de Sierra Maestra. Além do glamour das estrelas e das grandes companhias cinematográficas, há de ressaltar a qualidade das histórias e os roteiro inteligentes.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Último Samurai

O filme O Último Samurai conta a história de um militar ocidental que se uniu aos guerreiros japoneses contra as forças imperiais. Mas no filme o militar trata-se do americano Nathan Algren, interpretado por Tom Cruise, enquanto que na realidade o oficial que lutou ao lado dos samurais foi o francês Jules Brunet, membro da missão militar que a França inviou ao oriente para treinar o exército do xogum.

De fato a história de Brunet não possui os mesmos apelos hollywoodianos do filme. O oficial francês não lutou de sabre, vestido como um samurai, e ainda contribuiu para o desaparecimento da casta dos samurais e participou como instrutor da ocidentalização do exército japonês.

Mas vamos ao contexto histórico do Japão. Quando Jules Brunet chega ao país, o Japão passava por mudanças drásticas, pois o império japonês estava isolado do mundo desde 1639 e acabara de ser obrigado a se abrir ao comércio internacional pelos Estados Unidos. Pacto esse firmado através do Tratado de Kanagawa, em 1854. O Japão atravessava uma onda de xenofobia com ataque aos estrangeiros.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Percy Jackson e o Ladrão de Raios


Baseada na obra homônima escrita por Rick Riordan, o filme dirigido por Chris Columbus, o mesmo diretor dos dois primeiros filmes da série Harry Potter, conta a divertida aventura de Percy Jackson que ao descobrir que é filho do deus Poseidon e acusado de ter roubado os raios de Zeus embarca numa jornada junto com seus amigos para a provar a sua inocência e impedir que o mundo seja destruído por uma guerra entre os deuses do Olimpo. Durante sua empreitada, Percy Jackson dá de cara com diversos seres que fazem parte da mitologia grega, tais como sátiros, centauros, a Medusa e o deus do mundo dos mortos, Hades.

Percy Jackson e o Ladrão de Raios é uma boa dica para quem gosta de mitologia grega e uma boa pedida para os professores do 6º ano do ensino fundamental que trabalham o conteúdo de Grécia Antiga. Baseado em uma obra literária de forte apelo infanto-juvenil, o filme também pode ser apreciado por públicos de diversas idades, pois é um típico “filme família” gênero qual Chris Columbus é mestre.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

10 filmes mais historicamente incorretos

O site Yahoo divulgou ano passado uma lista com os 10 filmes mais historicamente incorretos. Segue abaixo essa lista de filmes e suas incongruências:

10.000 A.C. (2008)
Direção: Roland Emmerich
Sinopse: D'Leh (Steven Strait) é um jovem caçador de mamutes, que se apaixonou por Evolet (Camilla Belle). Quando um bando de perigosos guerreiros a sequestra, D'Leh é obrigado a liderar um pequeno grupo de caçadores em uma expedição para resgatá-la.
Incongruências históricas:
- O filme mostra mamutes sendo utilizados na construção das pirâmides do Egito. Porém, estes animais viviam em terras geladas da América do Norte e norte da Ásia e não poderiam ser encontrados no deserto.
- D'Leh e seus aliados vão ao Egito resgatar seu povo, os quais foram tomados como escravos para a construção da pirâmide e da esfinge. Entretanto, tais construções só seriam criadas quase oito mil anos depois, por volta de 2500 a.C.
- As aves carnívoras da família Phorusrhacidae viveram na América do Sul e haviam sido extintas 1,8 milhões antes.
- A tribo Naku alimenta D'Leh com pimentas-vermelhas e o presenteiam com milho. Ambos são originários das Américas.
- Os mamutes e o tigre de dentes-de-sabre possuíam tamanho desproporcional no filme.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Chaplin


Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação
Charles Chaplin


Chaplin (1992) dirigido por Sir Richard Attenborough – com certeza todos o conhecem por ter interpretado John Hammond, dono do Jurassic Park no filme homônimo – procura mostrar a história de um dos maiores gênios do cinema que ficou imortalizado pelo seu personagem, o Carlitos. O filme além de narrar a história de Chaplin, acompanha também a própria trajetória do cinema, das apresentações em quermesses até aos grandes cinemas de luxo. Chaplin, em sua história de vida, mostrou-se atento a realidade e ao contexto histórico em que vivia e refletia isso em seus filmes como Tempos Modernos e O Grande Ditador. My Autobiography, de Charles Chaplin, e Chaplin, His Life, His Art, de David Robinson foram as obras que serviram de base para o roteiro do filme desenvolvido por William Boyd, Brian Forbes e William Goldman.

CHAPLIN: SUA VIDA
Charles Spencer Chaplin, filho de Charles Chaplin e Hanna Hill – interpretada no filme pela filha de Chaplin na vida real, Geraldine Chaplin – nasceu no dia 16 de abril de 1889 e desde o cinco anos de idade já se apresentava com o pai num music-hall de Aldeshoot. Depois da morte do pai, a situação da família Chaplin encontra-se em miséria. Hanna Hill enlouquece e é hospitalizada por seus dois filhos no asilo-orfanato de Hanwell Residential School – como retratado no filme.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Nova Onda do Imperador


Esta animação dos estúdios Disney dirigida por Mark Dindal trata-se de uma "comédia extravagante" que conta a história do egocêntrico imperador Kuzco que transformado em lhama por sua conselheira Yzma, esta que ambiciona governar o império, tenta voltar ao normal com a ajuda do camponês Pacha. O filme tem como contexto uma das grandes civilizações pré-colombianas, os Incas, que em seu momento áureo ocupou mais de 1 milhão de quilômetros quadrados englobando áreas que hoje pertencem ao Peru, Equador, Bolívia, Colômbia, Chile e Argentina.

No filme A Nova Onda do Imperador podemos destacar a figura do imperador Kuzco - que tem o seu nome inspirado na cidade de Cuzco, centro político, religioso e cultural do império Inca - um líder egocêntrico e mimado que deseja apenas satisfazer os seus interesses, no filme seu objetivo é construir um parque aquático chamado Kuscotopia no local onde vive Pacha. Kusco nos faz lembrar de líderes absolutistas que no consenso geral governam sozinhos sem a ajuda de nínguem.

domingo, 22 de agosto de 2010

Superman IV: Em Busca da Paz


Quando percebemos o filme como fonte histórica isso significa dizer que ele funciona com um reflexo da sociedade que o produziu, onde podemos analisar que o filme além de ser entretenimento é também uma fonte de conhecimento e discusão. O filme não precisa necessariamente abordar em seu conteúdo, de forma direta, a História para ser considerado "histórico", todo filme é histórico, pois é um elemento produzido pelo homem. Nesse sentido a analise do filme Superman IV: Em Busca da Paz nos mostra muito de uma época em que ele foi produzido e de que modo a sociedade reflete os acontecimentos de sua época.

O FILME
Superman IV: Em Busca da Paz foi lançado em 1987, nos anos finais da Guerra Fria, é destaca um assunto polêmico para a época: o desarmamento nuclear. A história do filme roteirizada por Lawrence Konner e Mark Rosenthal, teve colaboração do ator Christopher Reeve. "Para mim, é o filme mais pessoal de toda a série", disse Reeve. O ator procurou situar o super-herói no contexto da época: "o tema reflete diretamente aquilo que esperamos do Superman, o que ele deveria ser o que ele deveria fazer".

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!" 50 anos de Nouvelle Vague


"New York Herald Tribune! New York Herald Tribune!", anuncia a jovem e bela Patrica ao andar pelas ruas da Paris em mais um dia de trabalho. Assim começa uma das cenas mais famosas do primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard, "Acossado" (À Bout de Souffle, 1960), que contava ainda com a ilustre colaboração de François Truffaut e Claude Chabrol na produção. Há cinqüenta anos, aquela cena, entretanto, interpretada pela atriz Jean Seberg, anunciava muito mais do que uma passagem inesquecível do cinema francês do pós-guerra. A cena era um prenúncio de uma onda, de um maremoto, de um verdadeiro tsunami na maneira de se pensar e de se fazer cinema. Essa onda transformadora varreu o mundo nos anos 1960, ficou conhecida na França como Nouvelle Vague (“Nova Onda”) e fez a diferença na maneira de se ver um filme, mesmo que você não se dê conta disso ao entrar hoje em uma sala de cinema.

O termo "Nouvelle Vague" foi cunhado pela jornalista Françoise Giroud,em 1958, na revista francesa “L'Express” ao fazer referência aos novos cineastas franceses que despontavam no cenário nacional. Esses novos cineastas destacavam-se pela juventude e, sobretudo, pela experimentação cinematográfica. Compartilhavam também a idéia de que a supremacia de um bom argumento, de uma boa direção, empenhada em romper com antigos dogmas do cinema, poderia sobrepor-se a dificuldade orçamentária e ao moralismo então dominante. Mas havia ainda mais um elemento em comum entre esses novos cineastas: quase todos eram críticos de cinema em diversas publicações especializadas, sendo os “Cahiers Du Cinéma” a mais importante de todas, fundada pelo crítico André Bazin e até hoje uma das revistas sobre cinema mais respeitadas do mundo.  

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Uma Noite em 67


O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil.
Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.
“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta.

FONTE: Café História.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Rei Arthur


Refilmar ou adaptar tem sido a moda no cinema e nesta lógica nem os mitos escapam. O que pode exemplificar o que estou falando é o filme Rei Arthur (2004) de Antoine Fuqua que procura dismistifcar a lenda do rei Arthur explorando as raízes historicas do personagem. O filme torna-se um exemplo de como o cinema e História se relacionam de maneiras diversas, onde podemos perceber como o cinema tem se tornado uma ferramenta para a divulgação da História, tanto para o bem quanto para o mal.

Como apresentar ao público hoje histórias que todos já conhecem? Mel Gibsom em A Paixão de Cristo procurou explorar o impacto das imagens para contar a história do martírio de Cristo, em Rei Arthur o diretor Antoine Fuqua e o produtor Jerry Bruckheimer resolveram também "inovar".

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Tróia


A batalha de Tróia é um tema recorrente da cinematografia mundial. Data de 1955 a primeira versão, Helena de Tróia, e outra em 2003, Helena de Tróia – Paixão e Guerra. No entanto Helena, na versão de Wolfgang Petersen, serve apenas para dar início a guerra de Tróia, batalha esta que foi narrada pelo poeta Homero em a Ilíada que junto com a Odisséia é considerada o mito fundador de algumas civilizações da antiguidade. O que podemos destacar em Tróia (2005) é de que maneira a história está sendo recontada para uma geração que entrou – e/ou entrará - em contato com esta famosa batalha através desse filme.

No poema, Menelau, rei de Esparta, era casado com Helena, uma mulher de beleza ímpar. Segundo o poema, Helena era filha de Zeus, este que transformado em cisne teria seduzido a mãe de Helena, Leda. No entanto a rainha de Esparta é raptada por Páris, príncipe de Tróia, que teria se apaixonado por ela. O rapto causou constrangimento ao rei de Esparta que procurou seu irmão, Agamenon, rei de Micenas, e juntos organizaram um poderoso exército e partiram rumo a Tróia.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

George Méliès


Neste post quero falar sobre um dos precursores do cinema, o francês George Méliès (1861-1938), este foi responsável pela superação do cinema no momento em que o futuro dessa nova arte estava ameaçada. Goerge Méliés também foi o realizador dos primeiros efeitos fotográficos usados no cinema e considerado o "pai dos efeitos especiais". Produziu diversos filmes entre eles os mais famosos Viagem à Lua (Le Voyage dans la Lune) de 1902 e O Reino das Fadas (Le Royaume des Fées) de 1903.

domingo, 11 de julho de 2010

As Novas Roupas do Imperador

As Novas Roupas do Imperador de Alan Taylor é um daqueles filmes que brinca com a possibilidade do "e se"; e se Napoleão Bonaparte tivesse fugido da Ilha de Santa Helena para reconquistar o seu poder deixando no seu lugar um sósia? e se ele não reconquistasse o poder, o que Napoleão faria? Com essas questões desenvolve-se uma história divertida que explora a figura de Napoleão Bonaparte na busca pelo poder - e de uma nova vida.

Napoleão Bonaparte foi imperador da França entre 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses em 1815. Conquistou grande parte da Europa e destacou-se como uma importante personalidade no cenário político mundial da época. Depois de ser derrotado na campanha da Rússia, em 1814, Napoleão abdica do poder e exila-se na ilha de Elba, mas em 1815 foge e organiza um exército, desembarca na França e reconquista o poder. Iniciava-se o Governo dos Cem Dias. No entanto, após a derrota na Batalha de Waterloo, Napoleão abdica o poder pela segunda vez e é preso pelos

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Elizabeth

Isabel I, a Rainha Virgem, Gloriana, a Boa Rainha Bess, no entanto é mais famosa pelo nome de Elizabeth I, a rainha responsável pelo período de esplendor que a Inglaterra viveu entre 1559 até 1603 quando morre a monarca. O filme de Shekhar Kapur mostra as intrigas palacianas e o contexto histórico que levaram Elizabeth ao trono logo após a morte de sua irmã, Maria Tudor; a película torna-se uma ótima ferramenta para se discutir o absolutismo monárquico e os conflitos religiosos que marcaram a Idade Moderna.

O próprio início do filme nos dá uma mostra em que momento a história se insere: estamos na Inglaterra reinada por Maria I ou Maria Tudor, uma fervorosa católica - casada com o príncipe espanhol, e futuro rei, Filipe II - que persegue implacavelmente os protestantes em seu reino. A cena inicial dos condenados queimados nas fogueiras representa bem este fato. Elizabeth encontra-se em prisão domiciliar devido a Rebelião de Wyatt (1554), rebelião esta que procurava impedir que Maria se casa-se com Filipe - Elizabeth torna-se prisioneira, pois Maria temia que fosse deposta e sua meia-irmã, Elizabeth, fosse coroada soberana da Inglaterra.Mas com a morte de Maria I, Elizabeth torna-se a nova rainha.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Conquista da Honra

A Conquista da Honra é uma realização de Clint Eastwood em parceria com Steven Spielberg que narra a batalha pela ilha de Iwo Jima durante a Guerra do Pacífico travada na fase final da Segunda Guerra Mundial. O filme é baseado no livro de James Bradley e Ron Powers que, logo após o seu lançamento em 2001, teve os direitos comprados por Steven Spielberg que passou a direção da adaptação a Clint Eastwood. A Conquista da Honra além de mostrar a árdua tomada da ilha de Iwo Jima dos japoneses, questiona também o mito dos hérois construídos em tempos de guerra a partir da famosa foto que mostra soldados dos Estados Unidos fincando a bandeira de seu país um cima do monte Suribachi.

Quanto ao contexto histórico do filme é importante falar que o enredo se passa entre fevereiro e março de 1945 durante a Guerra do Pacífico, onde os Estados Unidos procura tomar e controlar a ilha de Iwo Jima por representar um ponto estratégico devido aos campos áreos localizados nessa ilha.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

2012


Roland Emmerich depois do horroso 10.000 A.C. volta a fazer aquilo que ele mais sabe: destruir o mundo. A final de contas é dele os grandes sucessos Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, filmes que possuem um forte teor apocalíptico. Em 2012 essa característica é mais explícita. Baseando-se na teoria do calendário Maia em que o mundo encontrará seu fim no dia 21 de dezembro de 2012, Emmerich enche a tela com efeitos especiais, situações duvidosas, personagens clichês e carrega na tensão proporcionada pela data de validade do nosso planeta. Na verdade o filme reflete um imaginário de questionamentos que tem ganhado força nos últimos anos: estariam os maias certos? o mundo vai acabar em 2012?

A mais recente teoria escatológica diz que o mundo terminará em 2012. E os que afirmam isso tem como argumento os estudos realizados no calendário maia que, segundo este, o planeta Terra encontraria seu fim no dia 21 de dezembro de 2012. No entanto essa não seria a primeira vez que o nosso planeta estaria ameaçado de extinção. Ao longo da história diversas datas já foram utilizadas como a data final da humanidade. Em 44 depois de Cristo já se começava a anunciar que o mundo iria acabar; na passagem do ano 999 para 1000acreditava-se que chegaria o Anticristo e o mundo acabaria - de 1999 para 2000 também se esperava que o mundo fosse acabar, na verdade de 1000 em 1000 anos sem

domingo, 6 de junho de 2010

O Resgate do Soldado Ryan

Filme divisor de águas nas produções cinematográficas sobre a Segunda Guerra Mundial. Steven Spielberg consegue produzir uma obra-prima que proporciona o entretenimento, mas também nos faz pensar sobre o quão complicada pode ser uma guerra, não pela logística que ela impõe, mas nas marcas que deixa em seus soldados, o trauma humano. Para mim, o filme pode ser analisado deste modo: o que motiva os homens a lutarem numa guerra?

A resposta pode parecer simples: luta por soberania, disputa de poder ou de recursos, vencer o “mal” ou o “terror”, mas tais respostas podem parecer muito genéricas e nos impediriam de pensar sobre os indivíduos que vão para o combate, onde cada pode estar movido por um mesmo sentimento ou por suas individualidades. O filme O Resgate do Soldado Ryan nos oferece terreno

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Liga da Justiça: A Nova Fronteira

Liga da Justiça: A Nova Fronteira é uma animação baseada na história em quadrinhos homônima de Darwyn Cooke e mostra os integrantes da Liga da Justiça - na verdade antes de formarem o grupo – lidando com a paranóia do medo e do apocalipse gerado pela Guerra Fria. Onde até os próprios super-heróis são perseguidos pelo governo. Em virtude disso e de outros pontos, Liga da Justiça: A Nova Fronteira é um filme ideal para se discutir o imaginário americano sobre a Guerra
Fria.

O filme inicia com um discurso sobre as formas de vida que já habitaram sobre a Terra, narrado pelo Centro, que na história é uma grande forma de vida que vem acompanhando todo o

domingo, 30 de maio de 2010

Gladiador

Arquibancadas lotadas, torcedores separados de acordo com suas preferências vibram com a entrada de seus atletas favoritos... isso é uma partida de futebol? Não. Mas o que parece ser toda a euforia de uma partida futebolística poderia ser também os espetáculos de gladiadores na Roma Antiga. Qualquer semelhança não seria mera coincidência.

Tomando como ponto de partida o filme Gladiador (2000) de Ridley Scott podemos desvendar o universo dos espetáculos de gladiadores, ponto tão característico da sociedade romana antiga. Na verdade esses espetáculos provêm bem antes do nascimento de Cristo, precisamente em 264 a.C. quando é realizado o primeiro espetáculo publico desse tipo em Roma. Muito mais que um banho de sangue as lutas entre gladiadores possuíram características religiosas e políticas.

Em primeiro lugar vamos situar o contexto histórico do filme Gladiador. O filme tem como palco o Império Romano sob o

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Diretores e Historiadores

A edição número 7 da revista MOVIE traz uma matéria muito interessante com o diretor Ridley Scott que fala sobre o seu último filme Robin Hood. Scott diz que se sentiu muito atraído a realizar essa nova versão de Hood, pois poderia contar de forma mais “realista” essa história, apoiado em fontes históricas. Aliás, Ridley Scott se mostra sempre muito interessado quando o conteúdo que aborda em seus filmes contem material histórico, peguemos por exemplo, Gladiador, Cruzada e 1492 – A Conquista do Paraíso. E várias também foram obras cinematográficas que procuraram atrair o publico apelando para os fatos históricos como Rei Arthur, mas até onde a liberdade poética atrapalha a interpretação desses fatos históricos? O cineasta estaria disposto a fazer o trabalho de um historiador?

Para chegar à conclusão de um “fato histórico”, o historiador pesquisa muito até apontar uma versão para um determinado momento da história. Digo “versão”, pois mesmo entre os historiadores não há consenso sobre determinados fatos, não há uma “verdade

sábado, 24 de abril de 2010

OLYMPIA 98 ANOS. PARABÉNS!

No início do século XX, Belém era uma cidade onde o cinema já havia encontrado terra firme. Vários estabelecimentos já se organizavam como verdadeiras casas exibidoras deixando de lado um passado recente onde as exibições eram feitas de forma amadora em teatros alugados ou em barracas. Belém tinha na primeira década do século XX 12 cinemas funcionando e em 1912 foi inaugarada a primeira casa de "luxo" voltada para as exibições.

O cinema Olympia foi um empreendimento de Antônio Martins e Carlos Augusto Teixeira que eram proprietários do Grande Hotel e do Palace Theatre. O cinema Olympia estava estabelecido no perímetro que se chamava Largo da Pólvora e era o local mais frequentado pela elite belenense. O novo cinema vinha atender a uma necessidade da própria elite que não frequentava outros pontos exibidores da cidade.

E na noite de 24 de abril de 1912 era inaugurado o cinema Olympia, no entanto o assunto do dia, ou melhor, o assunto mais discutido naquela noite foi o naufrágio do Titanic, que havia ido a pique no dia 15 daquele mês e ano.

O que melhor pode descrever o que foi aquela noite é a notícia publicada no jornal a Folha do Norte do dia 25 de abril de 1912:
"Marcou um verdadeiro acontecimento nas rodas elegantes desta capital, entre o que a sociedade tem de mais fino, de chic e culto, a inauguração do Cinema Olympia, realizada ontem no luxuoso Edifício construído para esse fim à Praça da República, esquina da Rua Macapá.
Tudo o que Belém tem de belo, de encantador e de alegre, concorreu com a sua presença para o brilhantismo da serata, dando por alguns momentos à nova casa de diversões, um aspecto delicioso de raro prazer, que bem traduz a ansiedade qm que se achava a nossa população por um centro que pudesse experimentar a deliciosa sensação de viver que nos dá o contato com gente sadia e distinta que se diverte".
 Parabéns Olympia pelos 98 anos! Parabéns ao povo paraense que dá valor ao que tem.

FONTE: VERIANO, Pedro. Cinema no Tucupi. Secult/PA, 1999. p.17

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cinema em Belém: primeiras cenas.

Pretendo discutir aqui alguns pontos da minha pesquisa. Neste trabalho abordo os primeiros anos do cinema na cidade de Belém, mais precisamente na primeira década do século XX. Nesta pesquisa pretendo também abordar sobre os cinematógrafos que circulavam na cidade de Belém, como esses aparelhos faziam parte de um imaginário moderno e como os habitantes da cidade se relacionavam com esses novos espetáculos.

Claro que para destacar os anos iniciais do século XX tenho que lembrar que as origens do cinema estão um pouco mais atrás. O cinema é uma invenção do século XIX. Mas quem o criou ainda gera controvérsias. Em O Cinema no Tucupi (1999) Pedro Veriano conta sobre os dois grupos que trabalhavam as imagens em movimento no século XIX: Thomas Alva Edison nos Estados Unidos e os irmãos Louis e Auguste Lumière na França. Porém os irmãos Lumière levaram a fama de terem criado o cinema - o aparelho criado por eles foi batizado como cinematographo - sendo a primeira exibição também atribuída aos irmãos: foi no dia 28 de dezembro de 1895, no subsolo do Grand Café, situado no bulevar des Capucines. O cartaz colocado do lado de fora anunciava a atração daquele dia: "Cinematógrafo Lumière".

Em Belém do Pará a primeira exibição de cinema ocorreu no dia 29 de dezembro de 1896 no Theatro da Paz, mas o aparelho utilizado foi o Vitascope de Edison. A exibição foi precária, as imagens tremiam o que não agradou o público belenense. No entanto essa primeira impressão não impediu que outras exibições ocorressem na capital do Pará. Em 1903, um aparelho Biograph estava instalado no arraial de Nazaré atraindo os romeiros.

O aparelho cinematógrafo dos irmãos Lumière surge pela primeira vez também nas festividades de Nazaré . Segundo Pedro Veriano teria sido Nicola Parente quem introduziu um aparelho Lumière e também o primeiro a filmar no Pará.

Mas que filmes eram exibidos na fase inicial do cinema? Bem, não eram filmes, mas eram as “vistas”. Geralmente paisagens de alguns lugares da Europa como Paris e Portugal. Em 1901, O Grande Circo Apollo exibia 80 vistas de Lisboa e do Porto . Na primeira exibição realizada por Louis e Auguste Lumière, em 1895 foram exibidos títulos como A saída das operárias da fábrica Lumière e a Chegada do trem à estação Ciocat.
As primeiras exibições ocorriam em feiras ou em exposições. Aqui em Belém os aparelhos ficavam instalados em teatros e geralmente faziam parte de outras atrações que os estabelecimentos ofereciam. Como vimos acima, no tempo do arraial de Nazaré os cinematógrafos, instalados em barracas, também eram um espetáculo a ser conferido. De fato, ainda não existia o cinema como espaço de exibições exclusivamente para os filmes, mas essa primeira fase preparava o terreno para uma profissionalização do cinema como indústria.



segunda-feira, 19 de abril de 2010

Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal

Indiana Jones é sinônimo de aventura no cinema. Imortalizado pelo ator Harrison Ford, Jones é um personagem criado por Steven Spielberg e George Lucas. Ele é um professor de Arqueologia que viajou os quatro cantos do mundo enfrentando diversos inimigos para recuperar artefatos históricos tidos como mágicos como a Arca da Aliança e o Santo Graal. O primeiro filme é de 1981, Os Caçadores da Arca Perdida; em 1984, O Templo da Perdição e em 1989 A Última Cruzada. No entanto esse não foi, de fato, a "última cruzada" de Jones, pois em 2008 ele voltaria ao cinema em Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal.

Dessa vez Indiana Jones não irá enfrentar nazistas, pois a Segunda Guerra já terminou. O filme ambientado agora em 1957 traz novos inimigos: os comunistas (espere um post sobre como hollywood retratou os comunitas). Espiões soviéricos estão atrás das caveirasde cristais, artefatos místicos carregados de poder. Essa busca leva Indiana Jones ao Brasil, onde em plena floresta Amazônica encontra a cidade perdida de

Os Trapalhões e o Mágico de Oroz

Esse texto recebi de um primo meu por e-mail, resolvi postá-lo, pois tem tudo haver com o nosso conteúdo de discussão. O texto é de Felipe Bragança.

Os Trapalhões e o Mágico de Oroz, de Dedé Santana e Vitor Lustosa.

Sexto e penúltimo filme da fase temática sobre ícones das mazelas sociais brasileiras, O Mágico de Oroz traz o quarteto Os Trapalhões no ápice de sua representatividade midiática, quando tinham se tornado os principais interlocutores com o público de cinema brasileiro (principalmente o infantil) e uma referência central na constituição do imaginário audiovisual pré-abertura política.

Esse sucesso de massas, articulado à parceria com o projeto estatal da Embrafilme, fez de O Mágico de Oroz um filme-síntese do que de melhor e pior havia conseguido o cinema dOs Trapalhões até então. Depois da fase mágico-fantasiosa, baseada em paródias do universo pop e dos contos de fada (retratada no documentário O Mundo Mágico dos Trapalhões – 1981) e de uma série de filmes de

terça-feira, 13 de abril de 2010

Hércules


Esse filme é uma ótima dica para os professores do 6º ano do ensino fundamental que querem trabalhar o conteúdo de mitologia grega com seus alunos. De uma forma bem humorada, Hércules consegue transmitir muitas caraterísticas das práticas religiosas do mundo grego para as crianças.

Como é de praxe, os filmes Disney que trabalham com personagens históricos conhecidos, como Mulan e

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cinema na UFPA. Que beleza!!! Parte II

APROVADA GRADUAÇÃO EM CINEMA E AUDIOVISUAL. Esse era o título da reportagem publicada no jornal "Amazônia" do dia 1º de abril de 2010 - espero que não seja mentira. Mas não é. A Universidade Federal do Pará aprovou a graduação em Cinema e Audiovisual em reunião ordinária realizada na tarde do dia 31 de março, já serão ofertadas 25 vagas no próximo processo seletivo.
Segunda a reportagem, a graduação estará inserida na Faculdade de Artes Visuais (FAV), do Instituto de Ciências e Arte (ICA/UFPA).
"O objetivo da graduação é oferecer formação em campos particulares do audiovusial, com ênfase em direção de imagens, fotografia, produção, roteiro, direção de arte, som, animação, montagem e finalidade - e assim tornar o aluno capacitado a criar e gerir produções na área de cinema", diz a reportagem.

Cinema na UFPA. Que beleza!!!

O Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará (UFPA) abre, a partir de 1º de março, as inscrições para o primeiro curso de especialização em Audiovisual. A especialização em "Imagem e Sociedade - Estudos sobre o cinema" é voltada para profissionais formados no curso de Comunicação Social e nas áreas de Letras e Artes, Ciências Sociais e Ciências Sociais Aplicadas.

No entendimento da UFPA, essas áreas de conhecimento abrangem inclusive a grande maioria dos profissionais com atuação no mercado cinematográfico do Pará. O curso, já aprovado pela UFPA, tem as inscrições abertas no período de 1º a 15 de março deste ano, e os candidatos a uma das 30 vagas ofertadas pelo Departamento de Comunicação Social (Decom) da UFPA serão submetidos às etapas do processo de seleção, isto é, a análise curricular, a entrevista e à apresentação do anteprojeto de monografia.

De acordo com a professora Regina Lima, chefe do Decom da UFPA, o curso de especialização não é um curso técnico sobre cinema. O curso, na relidade, é teórico e trata-se de uma oportunidade para que os profissionais, principalmente os que já trabalham na área de cinema no Pará, discutam sobre os temas que estarão presentes nas disciplinas, como a linguagem cinematográfica, as políticas voltadas para a captação de recursos e outros temas relevantes ao cinema na região. "Nós não vamos ensinar ninguém a fazer um roteiro ou algo parecido. Como em qualquer outra área, nós não temos como ensinar as pessoas a fazerem aquilo que elas já fazem no mercado de trabalho. Nossa proposta é ampliar a reflexão, a crítica e dar ainda mais instrumentalização teórica ao fazer cinematográfico", explica a chefe do Decom.

Regina Lima diz ainda que a nova especialização é um projeto do Decom, mas que foi finalizado com a participação de integrantes da Associação de Profissionais de Curta-Metragem do Pará e outros profissionais ligados à área cinematográfica que participaram das discussões e contribuíram para definir o formato do curso, que terá um núcleo geral e uma parte específica que vai contemplar não só o cinema, mas em outro momento terá ênfase em fotografia e outras áreas afins. "Durante o curso vamos trazer profissionais de outros Estados e trocar outras experiências para enriquecer as nossas discussões sobre os temas", informa Regina.

Entre as disciplinas a serem ministradas, o professor Fábio Castro, coordenador da especialização, explica que três delas - "Teoria da imagem e da representação", "Imagem e sociedade na Amazônia" e "Metodologia de pesquisa em comunicação e cultura" - fazem parte do núcleo geral do curso, que este ano será voltado para o cinema, mas que já tem confirmado para o próximo ano a especialização Imagem e Socidade - Estudo sobre a Fotografia. "Dependendo da procura, pode ser que tenhamos outro curso sobre o cinema, mas a idéia é manter a especialização voltada, a cada ano, para uma das áreas de interesse da produção cultural e imagética", diz o coordenador.

Fábio explica ainda que para esse primeiro curso, de estudo sobre o cinema, a UFPA terá, entre as disciplinas específicas, "História do cinema", "Linguagem cinematográfica" e seminários de estudos sobre o cinema, cujos temas deverão compor a parte que pode ser considerada mais prática no curso. "A nossa expectativa é que dentro dos seminários haja uma troca das experiências já vividas pelos profissionais do cinema na região, experiências que virão somar-se às nossas discussões acerca dos temas propostos", diz o professor Fábio Castro.

Vagas - Das 30 vagas ofertadas pela UFPA, cinco serão destinadas pelo Decom a candidatos que não tenham condições financeiras de pagar pelo curso de especialização, que não tem taxa de inscrição, mas terá taxa de matrícula e mensalidades com planos diferenciados de pagamentos. O professor Fábio Castro informa que os critérios de seleção para as cinco vagas isentas de pagamentos serão divulgados a partir de hoje no edital e através do Decom, bem como os critérios para as demais vagas do curso.

Além de preencher o formulário de inscrição, o candidato deverá apresentar ao Decom o projeto de acordo com um modelo que também será fornecido pelo Departamento. "Vamos fornecer o modelo e dar as orientações necessárias. é um projeto simples, mas que deverá conter o plano para a monografia do candidato", explica Fábio Castro.

Serviço - O edital e informações sobre o a especialização em audiovisual no curso "Imagem e Sociedade - Estudos sobre cinema" estarão à disposição a partir de hoje no Departamento de Comunicação Social da UFPA. As inscrições estarão abertas de 1º a 15 de março deste ano. Informações no Decom/UFPA pelo telefone 211-1586 e pelo e-mail: imagem_esociedade@hotmail.com.

Fonte: O Liberal Online

domingo, 4 de abril de 2010

A Paixão de Cristo - Parte III

Neste último post a respeito do filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson, vou destacar um dos pontos mais polêmicos do enredo que refere-se à flagelação e a crucificação de Jesus. No entanto antes de analisar o filme em si veremos de que maneira esse relato da Paixão é descrito pelos historiadores e pelos evangelhos.

Segundo os evangelhos de Matheus, Marcos, Lucas e João, Jesus após ser condenado, foi açoitado (Matheus 27,26; Marcos 15,15; Lucas 23,25; João 19,1). O castigo da flagelação era um modo de infligir medO ao público, logo o indivíduo era açoitado até perder todas as forças. Depois desse castigo, Jesus carregou sua própria cruz até o Monte Gólgota, lugar situado fora dos muros de Jerusalém, ponto visível para as pessoas que saíam e entravam na cidade. Jesus é pregado na cruz e morre.

O cinema nos proporciona uma experiência única. Uma coisa é ler sobre a Paixão, escutar a história, outra é ver as imagens, mesmo que interpretado por atores. É aí que Mel Gibson pega o seu espectador. Na busca por diferenciar seu filme das outras versões, o diretor Gibson quer mostrar o lado real da história, o “foi assim” e retrata o momento da flagelação, mas como um verdadeiro circo de horrores, um espetáculo sádico. Os acoitadores se divertem rasgando a carne do condenado com flagelos de ferro. Mel Gibson utiliza dos efeitos especiais para mostrar uma flagelação digna do filme Jogos Mortais. Quer comover, emocionar e chocar a quem assiste ao filme a ponto do espectador querer adotar a imagem representada como uma imagem do fato histórico. Jesus foi açoitado. Mas lendo os evangelhos não temos a dimensão desse ato. Mel Gibson vai além das outras versões cinematográficas jogando o espectador no meio daquele "matadouro".

Não bastasse a experiência única de ver a versão de Gibson da flagelação, vamos agora para a caminhada de Jesus até ao Monte Gólgota. Diferente do que o filme mostra, Jesus não carrega a cruz inteira, mas apenas a viga transversal dela. Mas isso não é contraditório? Se Gibson que apelar para o lado “real” da história, por que mostrou Jesus carregando a cruz inteira? Provavelmente porque Gibson utiliza dos fatos a maneira que acha conveniente. Vale lembrar que Mel Gibson é católico fervoroso,daquele grupo que não aceita as reformas propostas pelo Concílio Vaticano II e mantém um certo conservadorismo. Como podemos ver essa característica conservadora está presente no imaginário que Gibson possui a respeito da Paixão de Cristo. Ele adota uma imagem perpetrada pela arte e que faz parte do imaginário de bilhões de pessoas: Jesus carregou a própria cruz inteira. No entanto sabemos que de fato isso não aconteceu. Jesus carregou uma viga, pois no local na crucificação já havia um patíbulo, e esse com a viga forma um “T”, ou a “cruz”.

Depois de ser açoitado e humilhado pelos militares, “... E tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e na mão direita uma vara... e cuspindo-lhe, tomavam a vara e batiam-lhe com ela na cabeça” (Matheus 27), Jesus é alvo da população. Condenado como “Rei dos Judeus”, Jesus carrega um letreiro indicando o seu crime e a todo momento é alvo da violência da população, fato retratado no filme. Era comum a população participar dessa forma, vale lembrar que naquele momento Jesus não passa de mais um rebelde condenado.

Jesus chega ao Monte Gólgota. Mais sofrimento. No filme de Gibson Jesus ainda padece na mão dos militares que o pregam na cruz. Aqui mais um ponto de discussão. O filme mostra Jesus sendo pregado pelas mãos, no entanto é bem provável que tenha sido pregado pelos pulsos. Mais uma vez Gibson adere ao imaginário comum e procura comover o espectador com mais cenas de violência, que a essa altura do campeonato já se torna cansativo.

De fato, tudo o que Jesus sofreu estava conforme a lei romana: o julgamento, a condenação e a punição. Mel Gibson procura recontar a história mais conhecida do mundo como se ninguém a conhecesse de forma visual. Isso nos leva a imaginar que para Gibson a história não tinha tanta importância quanto as imagens que ele queria mostrar, ou seja, a história que todos conhecemos, mas nunca “vimos”. E provavelmente essa experiência de “ver” está baseada nas cenas em que Gibson apela da violência. Esta não é gratuita, se levarmos em consideração que o relato da Paixão nos mostra a história de um homem que sofreu e morreu para redimir os pecados da humanidade, dar esperança. Uma pena que essa mensagem fica de forma secundária ao assistirmos ao filme, pois no final da exibição ainda roda em nossas cabeças a plasticidade das cenas violentas.

FONTES

Galera estava cometendo um erro grotesco! Estava esquecendo de colocar as fontes que uso para escrever meus posts sobre a Paixão de Cristo, mas aí vai:

MINOUNI, Simon C. A Morte de um Rebelde. Revista História Viva Grandes Temas nº 19. p. 66-73

BOHEC, Yann Le. Diante dos juízes, o acusado se cala. Tradução de Celso Paciornik. Revista História Viva Grandes Temas nº 1. p. 84-91

VISSIÉRE, Isabelle. O Beijo de Judas. Revista História Viva nº 65. Março de 2009. p. 26-29.

A Paixão de Cristo - Parte II

Um outro ponto que destaco no relato da Paixão é o julgamento de Cristo. No filme de Mel Gibson somos levados a crer que o julgamento de Jesus foi uma verdadeira farsa. É só perceber no comportamento dos personagens que surgem perguntando sobre a legalidade do processo. Então somos levados a perguntar: Jesus teve um julgamento justo?

Então temos que nos reportarmos para a Judéia do século I. Naquele tempo, a palestina era uma província romana e como tal estava submetida a lei romana da época. E segundo esta lei, Jesus teve sim um julgamento justo.

Segundo Yann Le Bohec, professor de História Romana da Universidade de Paris IV – Sorbone, o processo romano era constituído de três atores: o acusador, no caso acusadores, que eram “os sumos sacerdotes e os anciãos do povo” (Matheus 26,3); o acusado, Jesus; e o juíz, Pôncio Pilatos, representante do imperador e governador da Judéia.

Para iniciar o processo, os acusadores tinham que apresentar o acusado ao juíz e foi o que aconteceu. A guarda do templo depois de capturar Jesus, no Monte das Oliveiras, o leva ao Sinédrio – do grego synédrion, que significa assembléia, conselho. Na presença dos sumos sacerdotes, Jesus se cala. É interrogado várias vezes, primeiro por Anás e em seguida por Caifás, na presença de alguns membros do Sinédrio. “É pouco provável que os 71 membros tenham se apresentado durante aquela noite” – diz Simon C. Mimouni, professor do Departamento de Ciências e Religião da Escola Prática de Autos Estudos de Paris, França, no texto A Morte de um Rebelde. De fato é o que vemos no filme A Paixão de Cristo de Mel Gibson quando a legalidade do processo é questionado. Em relação aos evangelhos também não há uma unanimidade se Jesus foi submetido a um processo propriamente dito, Matheus e Marcos dizem que sim, mas o Evangelho de Lucas não fala em processo.

Bem, durante o interrogatório, os sumos sacerdotes procuram incriminar Jesus antes de levá-lo a presença de Pôncio Pilatos. Tentam incriminar Jesus por suas ações no Templo, onde ele teria arremessados as mesas dos comerciantes e mercadores, no entanto por falta de provas a acusação foi anulada (Marcos 14,58; Matheus 26,24). Dessa forma passaram a questionar Jesus sobre a sua suposta identidade messiânica.

Perguntado se ele afirmava ser o filho de Deus, Jesus respondeu: “Tu o dissestes; digo-vos, porém que vereis o filho do homem assentado à direita do Poder e vindo sobre as nuvens” (Matheus 26,64). Diante dessa afirmação, Caifás rasga suas vestes e condena Jesus por blasfêmia ao se intitular “filho de Deus”. Mas vale lembrar que não somente por isso, Jesus foi acusado por ser o “Rei dos Judeus” como veremos a frente.

Jesus é levado ainda de madrugada para a casa de Pôncio Pilatos, no palácio de Herodes, o Grande. Agora os três principais atores do processo romano estavam juntos: os acusadores, o acusado e o juiz. A punição de Jesus dependia de Pilatos, pois este representava a autoridade romana na província, então Pilatos pergunta: “Tu és o rei dos judeus?”. Jesus fica calado. O governador da Judéia então fica sem tem ter muito o que fazer diante o silêncio do acusado. O que mais pesa para Jesus é sua categoria na sociedade. Ele se enquadrava na categoria de peregrino: homem livre, mas sem cidadania romana. “Para os romanos, ele não passa de um vagabundo judeu, o que o torna duplamente indigno porque não exerce profissão e é – de resto, como seus adversários – descente dos vencidos”, diz Yann Le Bohec. Pilatos insiste em perguntar sobre a pretensa realeza de Jesus, pois é desta forma que pode condená-lo.

Mas no filme de Gibson, vemos um Pilatos que não está nada confortável em condenar Jesus. Ele é abordado por sua mulher, que teve um sonho onde ele não deveria fazer nada contra Jesus, mas o seu cargo não o permite ficar em cima do muro. A questão que se coloca: se Pilatos deixa Jesus ir, pode provocar uma rebelião popular, mas se condenar Jesus não estaria ele de fato condenando o filho de Deus? Mas segundo os historiadores, Pilatos age de acordo com a sua função de governador. Como disse, Jesus se enquadrava na condição de peregrino e nesse caso a punição era a crucificação. Jesus é condenado por Pilatos segundo a lei lex maiestate, uma lei anterior a Júlio César e a Augusto que punia com a morte a alta traição em relação ao Estado.

Mas antes de ser crucificado Jesus deveria ser antes flagelado até ficar enfraquecido para inspirar o medo público. Mas isso veremos no próximo post.

A Paixão de Cristo - Parte I

No próximo dia 4 de abril os cristãos relembram a Paixão de Cristo, onde refletem sobre o sofrimento de Jesus que morreu para redimir os pecados da humanidade. Era bastante comum nessa época os cinemas de rua exibirem filmes contando sobre o relato da Paixão. Aqui em Belém sempre se exibia Jesus de Nazaré (1977) de Franco Zeffirelli. Quando eu trabalhava numa locadora de DVD's, as pessoas sempre procuravam filmes sobre as últimas horas de Cristo, no caso iam atrás do filme A Paixão de Cristo (2004) de Mel Gibson. Este filme de fato provocou uma grande comoção quando foi lançado. Além do mais, Mel Gibson tinha que apresentar um diferencial de sua versão em relação às outras.

Desde quando o cinema é cinema o relato da paixão de Cristo já se encontrava retratado nas películas. Diversas versões para uma mesma história: o martírio de Jesus, desde o seu julgamento até sua crucificação. Então por que Mel Gibson, em 2004, resolveu mais uma vez levar essa história ao cinema? O que ele iria mostrar além daquilo que todo mundo já viu? Aí é que está! Ele mostrou o que muita gente nunca viu. Não de maneira tão visceral.

Para começar, Mel Gibson resolveu contar a história das últimas 12 horas de Jesus utilizando as línguas faladas à época: o latim, o aramaico e o hebraico. Detalhe: Gibson queria lançar inicialmente o filme sem legendas, no entanto voltou atrás. Daí já percebemos a tentativa do diretor de mostrar uma história bem próxima da realidade do evento. Por isso quer nos choca com imagens violentas, utilizando efeitos especiais para mostrar de maneira visceral a flagelação de Jesus. Apoiado pela fotografia de Caleb Deschanel e pela música incidental de John Debney apela para o sentimentalismo do espectador. De fato Mel Gibson parece ter conquistado e provocado a reação que desejava. Na primeira semana de exibição, o filme já havia arrecadado o seu valor de custo e quando foi apresentado ao papa João Paulo II ele disse: "o filme é como era".

Neste e nos próximos posts irei me atentar em alguns pontos principais do filme e da história que têm recebido, atualmente, uma revisão por parte dos historiadores e dos teólogos.

O ponto de partida do filme é o Monte das Oliveiras, ou Getsêmani, em aramaico Gat Shemanin, que significava prensa de azeite. Aqui o filme mostra Jesus – ainda não o Cristo – procurando respostas para entender a vontade de Deus e sofrendo as tentações de um Satanás andrógeno. Logo adiante surge Judas para cumprir o seu papel que o tornou na figura do traidor. Hoje sua participação na história da Paixão está sendo revisada. Jesus é entregue por Judas, não traído. Afinal de contas nenhum dos evangelistas (Marcos, Matheus, Lucas e João) empregam a palavra “traição”, apenas Lucas usa a palavra “traidor” uma única vez. Vale lembrar que os redatores gregos empregavam o verbo “entregar”, “transmitir”, no entanto em português “entregar” é sinônimo de traição.

Conforme diz o teólogo protestante Karl Barth “de certo modo, Judas é, fora Jesus, o personagem mais importante dos evangelhos. Dentre os apóstolos, só ele agiu para a realização daquela que era a vontade de Deus”, mostra como hoje os historiadores e teólogos estão revendo a posição de Judas que ficou estigmatizado através dos séculos pelo seu ato de “traição”.

A lógica apresentada por Karl Barth pode ser melhor entendida na sequência provocada pelo verbo “entregar” conforme Isabelle Vissiére, professora de Literatura Francesa nos Estados Unidos e na França: “Judas entrega Jesus a Caifás, que o entrega a Pilatos, que o entrega aos soldados e a multidão”. Dessa forma a Paixão é consumada.

O destino final de Judas sempre é o mesmo: uma morte injusta. Em Matheus, Judas joga as 30 moedas no Templo antes de se enforcar, enquanto em Ato dos Apóstolos Judas teria caído numa pedra, partindo-se ao meio e suas entranhas derramadas.No filme de Gibson percebemos que Judas logo se arrepende do ato da delação e passa a ser atormentado por demônios – na figura de crianças. Não agüentando, Judas se mata. Como podemos perceber, Judas tem um fim sem misericórdia diferente de Pedro que nega Jesus três vezes, mas é perdoado.

De fato entender o papel de Judas no contexto da paixão não é nada simples. Teria sido ele um traidor ou aquele que estava apenas cumprindo a vontade de Deus?

301 de Esparta

Este é um dos primeiros textos (ou o primeiro, não me lembro) que produzi fazendo esse contraponto entre cinema e história, refere-se a uma análise breve do filme 300 de Zack Snyder.

Vamos ser logo diretos: 300 não é um filme com pretensões históricas. É ingênuo achar que assistindo ao filme teremos um relato fiel da Batalha das Termópilas ocorrida durante a Segunda Guerra Médica (481 e 479 a.C.), mas antes de tudo, entender os fatos históricos apresentados no filme torna a história mais interessante e evita que possamos cometer qualquer gafe quanto ao conhecimento histórico.

Heródoto de Helicarnasso (490-425 a.C.), historiador grego, produziu em suas Istorai - em grego, investigações ou explorações - uma das fontes primordiais sobre a Batalha das Termópilas. Relatos estes que serviram de base para que Frank Miller fizesse 300, sua graphic novel, trabalho que foi a fonte para o filme dirigido por Zack Snyder. Mas considerações à parte, vamos analisar alguns pontos explorados pelo filme 300 e perceber que relação existe com os fatos históricos.

No início do filme somos apresentados a eugenia, prática espartana de purificação da raça. Ao nascer a criança era examinada por um grupo de anciões, se não apresentasse nenhuma deformidade a criança ficaria com a família até os 7 anos e depois enviada ao quartel, mas se apresentasse um defeito qualquer era sacrificada, sendo arremessada do alto de um penhasco. Mas é importante dizer que toda regra tem sua exceção. Heródoto em seus relatos diz que quando Leônidas nasceu este apresentava um dedo torto e por isso teria que ser sacrificado, mas o ancião que o examinou teria percebido que aquela criança estaria destinada a realizar uma grande façanha e a poupou.

Um outro ponto curioso do filme que vale a pena ser analisado é o papel da mulher na sociedade espartana. De fato ela gozava de mais liberdade em comparação com as mulheres atenienses. Em Esparta, as mulheres eram preparadas desde crianças para a guerra e também preparavam o corpo para gerar o guerreiro perfeito. Em 300 é marcante a presença de Gorgó, mulher de Leônidas, que na verdade era também sua sobrinha. Em certa ocasiões teriam perguntado para Gorgó por que as mulheres espartanas eram "as únicas gregas que mandavam nos homens", e ela respondeu: "Ora, porque parimos homens de verdade". Mas muito cuidado: em 300, Gorgó se dirigi aos cidadãos espartanos na Assembléia, no entanto não existe nada documentado de que mulheres tomassem parte das decisões políticas, exclusivas aos homens.

Um outro traço da cultura grega que aparece no filme, mas não é explicado, é a Carnéia. Durante esse festa, um dos mais importantes festivais religiosos em honra ao deus Apolo, os líderes gregos não podiam declarar guerra e nem retirar seus exércitos de suas cidades, pois todos os cidadãos homens deveriam ser purificados.

Os persas não eram tão "assombrosos" como representados no filme 300, e segundo os relatos históricos tão pouco representavam uma verdadeira ameaça ao mundo grego. Os persas eram pacíficos e tolerantes - em comparação aos assírios e babilônicos - não representavm uma ameaça aos costumes locais, não impunham sua língua e nem sua religião. No entanto esses fatos não aperecem no enredo do filme porque isso não interessa. O que importa é a visão maniqueísta da história, ou seja, a eterna luta do "bem" contra o "mal", e alguém sempre tem que fazer o papel do "mal".

Dificilmente assistiremos um filme fidedigno aos fatos e valores históricos, pois temos que levar em conta que o filme é o produto de uma visão individual ou de um grupo, que modificam a história para inserir mais romantismo, suspense, ação ou comédia. Ignorar esses fatos é fatal, pois estaremos absorvendo uma visão não condizente com a realidade do fato histórico. Se quiséssemos que 300 fosse fiel aos fatos documentados, o título do filme deveria ser modificado para 301, porque parece que na contagem final, deixaram Leônidas de fora.

Apresentação

Olá amigos da História e do Cinema, esse blog é criado para vocês! Pretendo fazer uma introdução para o blog, mas por enquanto fica aqui apenas essa apresentação.
Meu nome é Luiz Alexandre, sou aluno de História da UFPA e me interesso muita pela relação do Cinema e da História, tanto como método de investigação quando suporte educacional.
Neste blog farei algumas análises de filmes, mostrando as minhas impressões e dando algumas dicas.
Então galera, até mais!